Rio Info 2016 encerra com expectativa de geração de negócios de R$4,6 milhões

primeira-02Com estimativa de geração de negócios na casa dos R$4,6 milhões no prazo de doze meses, o Rio Info 2016 foi encerrado nesta quarta-feira, dia 6, no Rio de Janeiro. O evento foi marcado pelo consenso em torno de um pacto pela tecnologia envolvendo empresários, pesquisadores e autoridades do setor de TI, com o objetivo de desenvolver um Programa de Fomento, proposto por Benito Paret, presidente do Sindicato das Empresas de Informática (TI Rio) na abertura do evento.

A ideia foi ratificada, entre outros, pelo secretário da Secretaria de Política de Informática (Sepin), Maximiliano Martinhão, que propôs a construção de parcerias para formular propostas para o setor. Também o presidente da Associação Comercial do Rio, Paulo Protásio, defendeu “compromissos de ação” da sociedade e cobrou que os projetos tenham continuidade, com “começo, meio e fim”. Lançou ainda o desafio de transformar o Rio Info no mais importante evento de TI do Atlântico Sul.

Temas como o da proposta do Marco Legal do Software entraram em pauta. O presidente da Fenainfo, Marcio Girão, disse que é necessário o legislativo entender a evolução da humanidade na qual o software tem sido o motor: “O software é um produto diferenciado no setor de TI. Todos os países desenvolvidos já possuem um marco do software, só o Brasil ainda não tem. É uma urgência do nosso país ter um marco regulatório para o setor de software que permita criar um ambiente competitivo para a indústria nacional.”

Segundo John Forman, diretor da Riosoft, que apoia a iniciativa da Fenainfo, o principal objetivo é criar um marco que possa harmonizar as leis já existentes e atender às demandas especificas de cada setor. “É importante delimitar melhor o que é software, que é intangível e tem características peculiares, é um produto que você envia pela internet. Legislar de uma forma que o setor se desenvolva”.

No campo dos negócios o evento alcançou a expectativa na casa dos R$4,6 milhões para o período de 12 meses. Na Sessão de Negócios participaram 70 empresas, das quais nove estrangeiras.

Ainda no evento foi anunciado pelo gerente setorial das Indústrias de TIC do BNDES, Ricardo Rivera, que 29 propostas foram entregues para a contratação da consultoria que vai desenhar o plano de ação nacional para Internet das Coisas, a ser conduzido pelo BNDES e pelo MCTIC. Na próxima semana, serão conhecidas as cinco finalistas e até o final de julho se conhecerá a empresa vencedora. Uma vez definida a consultoria, a pesquisa acontecerá de outubro até o final de dezembro. A meta, explicou Rivera, é que no segundo semestre de 2017, o plano nacional de Internet das Coisas comece a ser implantado. “O levantamento vai fazer um estudo completo do mercado, mas terá recursos para uma implantação imediata. A intenção é remover as principais barreiras para Internet das Coisas”, sustentou o gerente do BNDES.

Temas ainda inovadores também foram abordados, como a inteligência cognitiva do Watson, da IBM e a utilização de algoritmos para definir o que os veículos de comunicação publicarão em suas páginas. Um exemplo foi o a Globo.com. Segundo Newton Fleury Filho, que atua na área de marketing de produto do portal, é realidade o uso de big data, machine learning, algoritmos e analytics para definir as recomendações de notícias aos usuários do portal em substituição ao editor, hoje responsável apenas pela primeira página.

O método é empregado em 100% nas seções GShow, de entretenimento, e Techtudo, de tecnologia. Em outras áreas como esportes, a questão é mais complexa porque tem de lidar com as nuances das rodadas esportivas cujo timing não consegue ser acompanhado pelo algoritmo.

Outro exemplo do uso da IoT foi narrada pelo secretário municipal de Ciência e Tecnologia do município do Rio de Janeiro, Franklin Coelho, que informou que a equipe olímpica de Remo do Brasil está tendo a performance monitorada por sensores instalados nos equipamentos e nos próprios atletas pela GE. Os dados são coletados e analisados em ferramenta de big data. Os pesquisadores da GE, para conseguirem aferir resultados olímpicos, tiveram que adaptar a linguagem que os treinadores utilizavam nos treinos para uma que fosse compreendida pelo sistema.

Prêmios

O Salão da Inovação  é parte do evento há oito edições. A empresa argentina Codes, há 18 anos no mercado de desenvolvimento de software, foi a vencedora, entre quatro finalistas, do Prêmio Salão de Inovação, com a apresentação da plataforma Puma – Plataforma Única de Monitoramento Agrícola. Desta oitava edição do Salão da Inovação, participaram 16 projetos de empresas nacionais e internacionais que apresentaram inovações no setor de Tecnologia da Informação aplicadas a diferentes áreas.

A Copa Rio Info de Algoritmo (CRIA), uma competição nacional entre estudantes de nível médio e técnico promovida pelo Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro (TI Rio) e pela Federação das Empresas de Informática (Fenainfo) mobilizou 453 instituições alunos de todo o país. O estudante Eduardo Lúcio, 16 anos, do 3º ano do ensino médio do Instituto Federal de Alagoas – Campus Arapiraca, foi o vencedor.

Na Sessão de Negócios a vencedora foi é a empresa Vísent, de Brasília, criada em 1996, e que desenvolve soluções inovadoras em big data para o mercado de telecomunicações.. Com a participação de mais de 70 empresas nacionais de oito diferentes estados e nove estrangeiras, a Sessão de Negócios do Rio Info 2016 gerou expectativa de mais de R$ 4,6 milhões em negócios no período de um ano.

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