Evolução da Internet das Coisas exige mais investimentos em rede

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Segundo Diniz, já podemos encontrar diversos sensores de aquecimento, ventilação e ar-condicionado controlados por aplicação na Internet. No campus da Universidade de São Paulo, os postes de iluminação possuem um endereço IP pelo qual eventos podem ser acionados a partir de aplicação no servidor e sensores controlam a intensidade da iluminação, de acordo com a quantidade de pessoas circulando no momento. A Michelin já faz teste para oferecer pneus com sensores que oferecem informações para a manutenção necessária. As principais fabricantes de automóveis já estão estudando remodelagem do painel do motorista para que ele possa lidar com informações obtidas por dispositivos do carro conectado à Internet.

Não há limites para as possibilidades de uso de dispositivos conectados à Internet e a criatividade e inovação são palavras-chaves para o que teremos em um futuro próximo. “Na área médica, por exemplo, sensores “vestíveis” poderão facilitar a interação paciente-médico; na defesa civil, casas conectadas poderão ter dispositivos acionados automaticamente para maior proteção contra calamidades públicas; na área de energia, grids conectados poderão controlar melhor o consumo de energia elétrica,  na área de transporte, a manutenção de carros a distância será possível”.

Assim como outras inovações tecnológicas, a adoção de IOT como instrumento do cotidiano deve acontecer de forma natural, mas, segundo Diniz, essa adaptação dependerá muito da simplicidade ou complexidade de uso oferecido ao consumidor. “A adoção do celular como meio de comunicação por voz e dados também cresceu rapidamente. Milhões substituíram as cartas escritas à mão por correio eletrônico. Não há porque não afirmar que o uso de produtos e serviços conectados à rede também poderá ser corriqueiro. Só vai depender do valor de uso e da usabilidade do que será oferecido”.

A segurança, no entanto, ainda é um ponto sensível para a conectividade das coisas. Segundo Diniz, a maioria dos dispositivos atuais conectados à Internet é de baixa engenharia inteligente, capazes de realizar poucos eventos e, portanto, mais vulneráveis aos riscos de segurança e privacidade: “Novos protocolos de comunicação e dispositivos mais robustos vêm sendo desenvolvidos pela indústria. Um simples relógio com capacidade de sincronização pela internet com agenda do notebook do seu dono pode se tornar um grande problema se roubado. O ritmo de avanço da tecnologia tem sido mais rápido do que a capacidade das empresas de garantirem a segurança de recursos internos e em cloud computing”.

Marcia Matsubayashi, analytics leader da Deloitte, é outra participante do painel sobre a “Internet das Coisas”, no seminário “A Sociedade e a Web”, no dia 16.

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